Piloto em 6 UBS · 6 meses

Ninguém deveria atravessar
a rede sozinho.

NAVEGA UBS — uma estratégia de navegação do cuidado articulada à UBS: a equipe identifica quem precisa de acompanhamento, o paciente vê seu próximo passo, e as barreiras encontradas viram trabalho da equipe e dado de avaliação.

Role para a proposta

01 · Diagnóstico

A rede existe. O percurso dentro dela é que se perde.

41%

dos encaminhamentos do último ano seguem sem desfecho registrado no prontuário da UBS de origem.

83 dias

é a espera mediana entre o encaminhamento e a primeira consulta especializada nas 6 UBS do piloto.

1 em 5

usuários com condição crônica não tem contato com a equipe há mais de 90 dias — e ninguém é responsável por notar.

A coordenação do cuidado está prevista na PNAB, mas não está atribuída: nenhum profissional tem, na sua agenda, a tarefa de acompanhar o usuário entre os pontos da rede. A navegação do cuidado cria essa função — e a proposta a torna verificável.

02 · Como funciona

Cinco movimentos, um ciclo.

A estratégia é a navegação; o aplicativo é uma de suas ferramentas — junto com o folder impresso, a supervisão e o plano de avaliação.

01
Identificar

A equipe da UBS estratifica o risco e insere na navegação quem precisa de acompanhamento.

02
Orientar

O paciente recebe o folder com sua trajetória e o QR Code de acesso ao aplicativo.

03
Navegar

Paciente e equipe acompanham as etapas, veem o próximo passo e registram necessidades.

04
Intervir

Barreira sinalizada — agendamento, transporte, falta, dúvida — a equipe atua para destravar.

05
Avaliar

Os bolsistas de IC acompanham indicadores, identificam gargalos e devolvem melhorias ao fluxo.

“A navegação também produz conhecimento para melhorar o cuidado.”

03 · Modelo lógico

Do insumo ao impacto, sem salto de fé.

Insumos
  • 6 navegadores (nível técnico/superior)
  • Formação de 40h pela instituição
  • 4 bolsistas de IC
  • Painel Bússola
Atividades
  • Estratificação de risco da população adscrita
  • Contato ativo e plano de cuidado
  • Acompanhamento entre pontos da rede
  • Matriciamento semanal
Produtos
  • Mapa da rede por território
  • Protocolo de navegação pactuado
  • Painel de monitoramento vivo
  • Relatório mensal por UBS
Resultados
  • Tempo até a consulta especializada ↓
  • Contra-referências registradas ↑
  • Absenteísmo em consultas e exames ↓
  • Usuários sem contato ↓
Impacto
  • Continuidade do cuidado como rotina, não exceção
  • Coordenação atribuída e verificável
  • Equidade no acesso aos pontos de maior densidade

04 · A instituição

Entra como parceira técnica, não como fornecedora.

O Centro de Estudos em Atenção Primária assume quatro compromissos verificáveis ao longo dos 6 meses:

01
Formação inicial de 40h e supervisão clínica mensal dos navegadores.
02
Desenho do protocolo de navegação e dos instrumentos de registro, pactuados com as equipes.
03
Plano de avaliação com linha de base, indicadores e devolutiva trimestral à gestão.
04
Transferência de capacidade: ao fim do piloto, o município opera sem a instituição.

05 · Iniciação científica

Quatro bolsistas, duas frentes, trabalho real.

Frente A
Coleta e análise dos dados de avaliação

Linha de base nas 6 UBS, extração mensal dos indicadores, tratamento dos dados no painel e apoio à redação da devolutiva. Dois bolsistas, 12h semanais, sob supervisão docente.

Frente B
Mapeamento da rede e territorialização

Levantamento dos pontos de atenção, tempos de deslocamento e vazios assistenciais por território, resultando no mapa que alimenta o painel do navegador. Dois bolsistas, 12h semanais.

Os bolsistas não substituem trabalhadores do SUS: atuam na produção de evidência sobre a estratégia, com plano de trabalho aprovado em comitê de ética e coautoria nos produtos.

06 · Cronograma

Seis meses, seis UBS.

Etapa
M1
M2
M3
M4
M5
M6
Diagnóstico e pactuação
M1 a M2
Territorialização · IC
M1 a M2
Formação dos navegadores
M2 a M3
Operação nas 6 UBS
M3 a M6
Monitoramento dos indicadores · IC
M3 a M6
Avaliação e devolutiva à gestão
M5 a M6
Município + instituição Conduzido pelos bolsistas de IC

07 · Referências

Freeman HP, Rodriguez RL. History and principles of patient navigation. Cancer, 2011.
Starfield B. Atenção primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília: Unesco/MS, 2002.
Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Atenção Básica (PNAB) — Portaria nº 2.436, 2017.
Organização Mundial da Saúde. Framework on integrated, people-centred health services. Genebra, 2016.
Mendes EV. As redes de atenção à saúde. Brasília: Opas, 2011.